Sou ates de tudo uma contadora de histórias. Transformo tudo da minha vida em narrativas, desde os acontecimentos diários até os documentos de trabalho. Minha cabeça funciona em eventos ordenados no tempo, e contá-los da forma mais envolvente possível é o que me motiva. Não sou dissertativa nem descritiva; não faço considerações. Apenas conto histórias, pois foi com histórias que desenvolvemos todas as civilizações; é com histórias que as crianças desenvolvem seu raciocínio e imaginação. Nada no mundo é mais interessante do que as histórias, seja de pessoas que existem de verdade, seja de pessoas que existem somente na imaginação de alguém – ouso dizer que essas últimas são, inclusive, mais interessantes, porque têm potencialidades que as pessoas reais não têm.

As histórias sempre fizeram parte da minha vida, fosse lendo imagens, fosse lendo palavras e frases, fosse assistindo a filmes. E quem se impregna de alguma coisa uma hora precisa botar para fora tudo o que acumulou dentro de si. Foi assim que comecei a escrever, como uma forma de extravazar de forma pessoal todas as histórias que estavam dentro de mim. No começo, eram histórias bobas, sem complexidade, sem encadeamento estruturado. Eram tentativas, exercícios, brincadeira, mas eu me orgulhava delas, me orgulhava de ter colocado no papel algo que estava somente na minha cabeça.

Como eu era criança e escrevia sobre crianças, achava que estava fazendo histórias infantis (é claro que não estava). Então um dia eu quis fazer uma história adulta (como se eu já fosse adulta aos 13 anos rsrsrsrs). Na época, não funcionou muito bem, porque eu não tinha a vivência do que era ser adulta. Mas a ideia ficou, para ser usada em algum futuro. Então, aos 15 anos, eu resolvi escrever um sonho, dando-lhe estrutura de história (pois nossos sonhos são fragmentados e somente organizamos em eventos encadeados quando vamos contar a alguém). É claro que não ficou bom, mas eu comecei a fazer algo que não tinha feito até então: comecei a registrar nomes de personagens, ambientação, data de criação das histórias, numa espécie de “livro de nascimentos”. Hoje eu chamo essa listagem de “banco de ideias”.

No princípio, foi necessário testar um pouco de tudo. Escrevi contos, crônicas, poesias, romances, novelas; explorei a fantasia, a fábula, a ficção quase científica, os recuos no tempo, os ambientes contemporâneos. À medida que pesquisava para compor cada ambientação, fui percebendo que seria mais honesto e gratificante ficar perto da minha realidade, então abdiquei dos ambientes estrangeiros, já que faço questão de continuar recuando no tempo e ambientando minhas histórias no passado. Aos poucos fui abandonando os gêneros e focando no que de fato faço de melhor: romance romântico, especialmente em épocas passadas. Adoro apresentar como viviam os brasileiros de outras épocas.

As primeiras oportunidades para publicação foram em antologias literárias (contos, crônicas e poesias, portanto) e, assim que pude, comecei a publicar meus romances – as minhas histórias favoritas. Até o momento, são nove romances e novelas publicados.

Então a vida digital se fortaleceu e, em junho de 2009, eu achei que devia ter uma presença na internet. Para isso criei um blog onde publiquei textos sobre meu processo de criação e escrita, e curiosidades sobre as histórias. Além disso, participava de fóruns de debates literários e, no fórum do site “Escreva seu livro”, encontrei escritores de romances (algo que eu não tinha nos outros espaços digitais) e acabamos formando um grupo literário. Em 2015, achamos que devíamos fazer vídeos para divulgar nossos trabalhos e criamos o canal Apologia das Letras, no Youtube, para falar de assuntos relacionados à literatura.  Mas a vida arrasta a gente e as publicações começaram a escassear até que fomos forçados a oficializar uma pausa. Todo ano juramos que vamos retomar os vídeos mas ainda não conseguimos. Mas o canal está lá, à disposição de quem quiser conferir nossas experiências. Assim como eu não tinha tempo para produzir os vídeos, também estava sem tempo de alimentar o blog de forma consistente, então achei melhor trazer tudo para cá, um site, que é algo mais estável e menos dependente de publicações regulares.

Enfim sou esposa, mãe, escritora, historiadora da arte, tudo ao mesmo tempo, sem ordem determinada. Sou detalhista nos planejamentos e perfeccionista para as execuções. Escrevo e leio em papel, como uma pessoa do século XX que não entrou de cabeça no mundo digital atual. Gosto de música clássica, de filmes bons (ultimamente, virei dorameira e estou adorando!), da literatura do século XIX, de passear com a família, de viajar e conhecer coisas novas e também de ficar em casa sem muitas preocupações.

Seja bem-vindo à minha nova casa e aproveite para passear por todos os cômodos. Cabeça de escritor tem muitos cantos escondidos. Que tal encontrar todos? 😉

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